Em fundações profundas, o bloco de coroamento é o elemento que recebe a carga do pilar e a transmite para as estacas. Seu dimensionamento costuma ser feito pelo modelo de bielas e tirantes, em que se imagina o esforço fluindo por bielas de concreto comprimido até as estacas, equilibradas por tirantes de aço na base — e a inclinação adotada para essas bielas influencia diretamente a segurança do elemento. O método clássico de Blévot & Frémy (1967) consolidou essa abordagem, mas estudos posteriores apontaram que ele pode ser pouco conservador em blocos com várias estacas, motivando refinamentos mais alinhados aos critérios normativos atuais. No AltoQi Eberick, além do método tradicional de Blévot & Frémy, está implementada a versão atualizada proposta por Santos (2013).
A partir da nova versão você conta com um critério a mais na análise de blocos de fundação, que é o método proposto por Santos (2013).
Esse método é uma adaptação do método de BLÉVOT & FRÉMY (1967), utilizada atualmente no Eberick. A diferença está na forma como é considerado o ângulo de inclinação da biela comprimida.
Em termos de dimensionamento, as análises concluíram que o método de Santos apresenta maior fator de segurança para blocos com mais de duas estacas, sendo considerado mais alinhado aos critérios normativos atuais pelo meio técnico.
Há possibilidade de dimensionamento de blocos de fundações pelo método de Blévot ou método de Santos (2013) e configuração do método de cálculo de blocos para cada elemento, individualmente — ou seja, o projetista pode optar pelo método mais adequado bloco a bloco, conforme a quantidade de estacas e a importância estrutural do elemento.
Além do método de Santos e do método das bielas (Blévot), o Eberick oferece método de ruptura no dimensionamento de blocos e sapatas com pilares associados e aplicação do método de ruptura para o dimensionamento das armaduras negativas de blocos e sapatas com pilares associados. Essa combinação de métodos cobre tanto os cenários convencionais quanto os casos mais críticos do projeto de fundação.
Em blocos com mais de duas estacas, a distribuição de esforços entre as bielas comprimidas é mais complexa, e o método de Santos refina justamente esse ponto. Para o projetista, contar com a opção no software significa entregar um projeto mais conservador onde for tecnicamente justificável — sem precisar recorrer a cálculo manual paralelo.

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