Conheça a história de Rui Gonçalves, um dos fundadores da AltoQi

Antes de falar em transformação digital, Rui Gonçalves viveu a transformação mais básica: a chegada da energia elétrica. Ele nasceu em Barranco Alto, no interior de Ilhota (SC), em uma casa sem luz, sem água encanada e com banheiro do lado de fora. Para ir à escola, atravessava o rio em uma bateira (espécie de bote de madeira. Os tênis iam dentro de um saco plástico para não sujar.

A comunidade onde Rui cresceu ficou ainda mais isolada quando um canal de drenagem interrompeu o acesso por terra. Até que militares instalaram um acampamento próximo dali. Montaram um hospital de campanha, atenderam os moradores e, principalmente, construíram uma ponte. Rui tinha pouco mais de 10 anos quando viu aquilo acontecer. Um tenente engenheiro explicou que, para fazer uma ponte, era preciso estudar matemática. A frase ficou. E é aí que começa a história da AltoQi.  

Em 1990, Rui formalizou sociedade com dois colegas da universidade: José Carlos Pereira e Ricardo Eberhardt. Pereira entrou por uma razão prática: tinha uma Chevy 500. Mobilidade era essencial para quem vendia tecnologia de porta em porta pelo interior de Santa Catarina.  

Ricardo entrou por genialidade. Era considerado o melhor aluno da turma — o “alto QI”. Foi dele a sugestão do nome AltoQi e também o desenvolvimento central do primeiro software da empresa, o ProViga. O plano era simples e arriscado: Rui e Pereira trabalhariam para financiar a empresa, enquanto Ricardo se dedicaria integralmente ao desenvolvimento do software.

Este é um trecho original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/negocios/ele-saiu-da-infancia-sem-luz-em-sc-para-transformar-a-engenharia-digital/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento